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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Soneto de Estrada, Verso e Canções (Luis Adriano Correia)


É hora de pegar a estrada...
É hora de encontrar caminhos. Criar.
Fugindo, viajando... Tranquilo?

Viajando sob pés e pensamentos
Fugindo de fatos, acontecimentos
Agoniado! Pois tranquilo não fico.
Tua culpa. Sentimentos.

Em versos de estrada e poesia sonora
Sitonizam-se em nós. Pessoas.
Nunca fora tão estampada e escondida
A sonoridade do que nossas rádios transmitem.

Noite de chuva intensa,
Medo caseiro e ribeirinho.
E passa a vida como enxurrada.

Caruaru, 08 de maio de 2011. Frio domingo de outono.


sexta-feira, 18 de março de 2011

Soneto aos ventos amantes (Luis Adriano Correia)


Devia ser eu feito vento
Ligeiro a passar pelas ventas
E com vida assoprar poesia.

Devia entrar pelas narinas
E com melodia e arte
Encantar-te num fino assobio.

Tu devias teu peito encher
De ar puro e demais confiante
Abundante queria eu ser
Ser também teu eterno amante.

Tu devias se dar ao prazer
E não te tornar ofegante.
O que pensas que tem em teu peito?
Tens pulmões ou agora és fumante?

Escrito em Caruaru na madrugada de 18 de março de 2011, sentindo os ventos ligeiramente frios que sopravam da janela de meu quarto.